quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Famigerado Guimarães Rosa!

Mineiro de Cordisburgo. Cidade tão pequenina que os próprios mineiros dizem que se você engatar uma terceira marcha no seu carro, corre se o risco de sair da cidade! E ainda que seja pequenina, ele abrigou João Guimarães Rosa! Médico de formação, Rosa foi mais que um escritor, foi um gênio na arte de brincar com as palavras.

Ao contrário de Machado de Assis, Guimarães Rosa pertence ao século XX e ganhou status de grande autor, na década de 40 quando publica seu primeiro livro: Sagarana. A partir daí, Rosa inicia a sua trajetória pela Literatura e, claro, pelo Grande Sertão: Veredas (1956). E é no sertão mineiro que constrói seu universo literário, e nos encanta, narrando em contos e no seu único romance, a luta da palavra, a magia da palavra, o poder da palavra! E quando se fala de palavra e de Rosa, surge uma das maiores dificuldades de se lê-lo: os neologismos, as palavras arcaicas, que renascem para comporem suas personagens e as suas histórias. Apesar disso, é possível ler Guimarães Rosa, pois a recompensa é extraordinária e altura do desafio que é percorrer seu sertão!

Comecemos então, por um dos contos que mais gosto e que me serviu de porta para adentrar no universo de Rosa: “Famigerado”. Primeiro texto do livro Primeiras estórias, narrado em primeira pessoa, por um médico da região do são-francisco, este nos conta que “parou-me à porta a tropel”, um grupo de jagunços, liderados por Damázio, temido e conhecido jagunço. Sua missão que não era doença ou “nem vindo à receita ou consulta” era mais simples e como diz o narrador “quem pode esperar coisa tão sem pés nem cabeça?”, ou seja, era saber o significado de uma palavra.

“Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-me-gerado... falmisgeraldo... familhasgerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?
“Saiba vosmecê que saí ind’hoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis léguas, expresso direito pro mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro...”
(Textos Selecionados, pág. 103-4).


No trecho acima, sintetiza perfeitamente o que disse no inicio desta postagem: o poder da palavra! E o seu mistério! Determinado a saber o significado de uma palavra jamais ouvida, o jagunço Damázio percorre dias para saber do que fora chamado pelo “moço do Governo, rapaz meio estrondoso...”. Mas o que significa, afinal, famigerado?

Segundo o narrador, tal palavra é “célebre”, “notório”, “notável”. Porém, para aquele sertanejo o mistério continua. “Pois... e o que é que é, em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?” (Idem, pág. 105). Nessa frase maravilhosa, Guimarães Rosa resumi a idéia da Literatura, ao meu ver: a palavra pode e transforma o simples, o comum, o dia-de-semana em Arte, tornando-se eterna e imortal. E mais do que isso, Rosa ao brincar com o som de famigerado, ou ao criar “Cabismeditado” – neologismo bárbaro –, o autor mostra que a palavra escrita é sua matéria prima!

E realmente ela é a sua, como a minha também. Porém, minha consciência sobre isso, só se revelou após a leitura deste conto. Além do mais, foi a partir deste texto que percebi o quanto Guimarães Rosa é grandioso, maravilhoso, prazeroso! E mesmo que o percurso por seu sertão seja duro, difícil, ele vale todas as idas aos dicionários e enciclopédias, pois o cenário e as histórias que Rosa cria só neologismos para mostrar!

Os olhos de Machado

Com toda certeza, a obra que mais incomoda o leitor (pesquisei o assunto), especialmente o leitor não especializado, ou seja, o critico literário; é Dom Casmurro. Publicado em 1899, o livro trás a história de Bento de Albuquerque Santiago que já velho e solitário conta-nos a história de sua vida, partindo de sua infância e adolescência – quando era chamado de Bentinho – até chegar à vida adulta. Ao longo da narrativa, nosso narrador Casmurro, apelido que recebera de um “rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu”; relata o inicio de seu amor por Capitu, assim como os arranjos que ambos, com ajuda de José Dias, realizaram para que Bento não se torne padre, conforme promessa de Dona Glória.

O que aparenta ser apenas mais um romance do século XIX se esconde uma obra instigante, no sentido mais completo da palavra. A cada nova leitura que faço, (preciso fazer mais uma!), a pergunta mais feita sobre o livro – afinal Capitu traiu ou não Bentinho? – torna-se insignificante. Claro que a duvida permanece até hoje, porém, será ela a mais importante do livro?

A resposta é NÃO! Saber se Capitu traiu ou não é o menos interessante do livro! E lê-lo pensando apenas nisso, é perder momentos bárbaros e extremamente belos do texto de Machado! Como, por exemplo, o capítulo mais sensacional do livro, ou seria um dos capítulos mais sensacionais de Dom Casmurro?

“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me” (idem, pág. 71).

Obviamente, esse é uma das partes que mais gosto, porém o que me chama atenção, é o poder que Machado de Assis tem de arrastar o leitor como se estivesse numa praia! Sem qualquer aviso, o leitor é pego pela maré machadiana e sem como se salvar, só lhe resta ler para se salvar!

Essa metáfora, belíssima por sinal, sintetiza a grandiosidade de Machado, que materializou no olhar de uma personagem, o poder da palavra. Ou seja, é na manipulação da palavra, que ele nos prende a sua obra. Mas, não esqueça o narrador machadiano! Tal figura é sempre um ser traiçoeiro, ardiloso, esperando para ar o bote, digno de respeito, mas não de confiança!

Na verdade, Machado de Assis é mais que um grande autor, ele foi e continua sendo um autor de inúmeros mistérios e olhares, que nos seduz para adentrarmos em seu universo que não se limita apenas a duvidas amorosa. Pelo contrário, ele nos apresenta um rico universo em que a critica social e política se fazem presentes, contudo, engana-se, o leitor, se pensa que isto se revela de forma chata. Não! Tal espaço político surge por meio da ironia. Uma ironia fina e elegante, digna de Machado Assis!

Retrospectiva Literária: Machado de Assis e Guimarães Rosa

2008 aproxima-se do fim. E antes que ele acabe, recordemos os grandes eventos que marcaram este ano. Porém, ao contrário das famosas retrospectivas, que recuperam todas as histórias do ano que passou; focaremos apenas uma história. Na verdade, duas grandes histórias!

Curiosamente, este ano comemoramos dois centenários. Um de vida e outro de morte de dois mestres da Literatura Brasileira e quem sabe da Literatura Universal. São eles Guimarães Rosa e Machado de Assis. Mas onde está a curiosidade disso, pergunta o leitor. Está no fato de que quando morria um, nascia outro! Macabro, não? Entretanto, a idéia me parece valida, penso que até digna de um romance: é como se a grande literatura que tanto Machado como Rosa produziram jamais desapareceu ou morreu concretamente.

Mas não será sobre isso que a nossa retrospectiva literária falará. E sim, sobre a eternidade da vida e da morte que ambos materializaram em suas obras, transformando histórias em Histórias Imortais e palavras em Palavras Inesquecíveis!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!

Provavelmente você, caro leitor, já recebeu os votos de Feliz Ano Novo! Caso a resposta seja negativa, então vamos a ela!
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FELIZ ANO NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOVO!


Muito Novo? Então, vamos focar o...


FELIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIZ ANO NOVO!





PS: Não tente fazer isso com a palavra “Ano”! Não soa legal! Mas 2009 vai ser um ano legal!!! Até lá!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Natal!



E um 2009 plenamente FELIZ!!!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Reflexões de final de ano!

Em julho deste ano, postei um texto em tinha como foco as minhas reflexões a respeito do ano! Na verdade, eram reflexões de meio de ano (releia o aqui). E uma vez que estamos a 15 dias do fim do ano, nada melhor do que postar um texto sobre as minhas reflexões de final de ano!

Como disse na postagem anterior, 2008 realmente não foi um bom ano, especialmente, no que se refere ao aspecto profissional e pessoal! A indignação, a insatisfação e a frustração eram sentimentos constantes, e a única forma de liberdade era gritar, mesmo que este grito fosse completamente irrelevante!

Mas será que depois de seis meses, o grito tornou-se potente e significativo aponto de ser ouvido? Sinceramente não sei dizer. Porém, passado seis meses desde a publicação daquele texto, algumas coisas se aliviaram. Ou seja, depois da tempestade sempre vem a bonança e a esperança, não?

Confesso, todavia, que a esperança se mostrou tímida ao decorre deste segundo semestre. Mas ainda sim, ela se fez presente, pois como diz o dito popular “a esperança é a última que morre”. E como ela não morre e o final de ano ainda não chegou, reflitamos sobre estes seis últimos meses de 2008!

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Passada a tempestade, pude observar que a insatisfação e a frustração diminuíram, mas não desapareceram. No que se refere ao lado pessoal, posso dizer que este se tornou sereno e silencioso! Como se tivesse encontrado seu lugar! Isso não significa que a sensação de que os outros não assumem o que sentem ou o que pensam tenha desaparecido. Pelo contrário, continuam a pensar da mesma forma: o medo de ser realmente o que se é ainda é forte! Ser você mesmo exige um comportamento transparente e sincero, e assumi-lo é ter que lidar com conseqüências altas demais!

Em relação o profissional, digo o mesmo. Mudar exige uma mudança de pensamento drástica! Não é só unificar conteúdo, distribuir “caderninhos” ou oferecer gratificações, que estão mais para suborno do que para bônus; mas sim cobrar todos os envolvidos no processo! Além disso, investir concretamente nas pessoas que fazem a diferença, mas que não ganham nenhum retorno material e, principalmente, social e humano. De que me adianta ensinar a lutar, se ninguém valoriza a minha luta e o meu ensino?

Porém, apesar dessas dificuldades, vejo que a esperança se faz presente. Quando vi o nome de uma aluna na segunda fase da FUVEST – o maior vestibular do país – meu coração se encheu de felicidade. A luta valeu! O ensino deu certo! O esforço foi recompensado!

Sendo assim, mesmo que 2008 não tenha sido o “meu ano”, descobri que ele foi, no fim, o ano da esperança e da Ingrid!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Contagem mais do que regressiva!!!

Hoje é 16 de dezembro de 2008. Quantos dias faltam para 15 de janeiro de 2009?

Faltam 29 dias! (hum, melhor dizer que faltam 29 dias e alguns minutos para meia-noite!)

Quando a antítese torna-se paradoxo!

Qualquer boa gramática dirá que antítese é “a contraposição de uma palavra ou frase a outra de significação oposta” (Rocha Lima. Gramática Normativa da Língua Portuguesa), ou seja, é a oposição de palavras, como, por exemplo, novo/velho, bem/mal, cheio/vazio. Agora, será que uma antítese pode se tornar um paradoxo? Mas o que é paradoxo?



Provavelmente você, caríssimo leitor, já leu o famoso soneto de Luís de Camões. Se não, então vamos a ele!
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Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.
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É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
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É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Lindo, não? Realmente este soneto é lindíssimo, como diria José Dias! Mas o que significa paradoxo? Em linhas gerais é a oposição de idéias, porém uma oposição mais violenta, pois as idéias “contrárias” se mostram unidas, fundidas revelando uma relação incompatível, impossível de existir. E Camões soube materializar perfeitamente uma série de paradoxo a respeito do amor, que muitos de nós já sentimos ou pensamos. Com certeza, não há paradoxo mais certo do que dizer que o “Amor é um fogo que arde sem se ver” ou que “é dor que desatina sem doer”.

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Agora qual é a relação entre antítese e paradoxo? Será que uma antítese realmente pode se tornar paradoxo? Pergunta o leitor angustiado de curiosidade. E a resposta é sim! Uma antítese pode se transformar em paradoxo. Na realidade, sou testemunha de tal transformação e só a notei há exatos 15 dias.

Como todo final de ano, a coisa que mais desejo é sair de férias, descansar e recuperar as forças para o ano seguinte. Porém, antes do fim, percebi que determinadas coisas, por mais que terminem, só existem plenamente quando estão presentes. Em outras palavras, por mais que eu queira o vazio, é no cheio que existo e me realizo! Como se a minha existência só se revelasse na antítese... Não! Não existo na antítese! Pelo contrário, eu só existo plenamente no constante desejo do paradoxo!



Por mais que anseie sair de férias, confesso que espero feliz o começo do ano. Mas logo no primeiro dia, pergunto quando será as férias! E assim se segue! Entretanto, no último dia de aula, ao contrário de outros últimos dias de aulas, reparei que ao mesmo tempo em que pedia o fim, queria o inicio. Pensava no vazio, pedia... uma sala cheia de alunos que aprendi a gostar, e com o decorrer do tempo, passei a amar! Admito, contudo, que apesar da saudade que sinto agora e que sentirei, sempre; – pois saudade só existe na ausência daqueles que amamos – não sinto tristeza. Sinto felicidade!

Um paradoxo, não? Porém, é em meio a essa violenta oposição de idéias que descobri que o fim marca o começo. O começo de novos desafios, novos projetos, novos sonhos, novos olhares. É no fim de uma etapa, que encontramos o produto pronto! É no fim de uma corrida, que encontramos as glórias e prêmios! E é sempre no fim de um percurso, que olhamos para trás e vemos que tudo valeu à pena! E quando olho para trás, como estou fazendo agora, vejo sorrisos felizes, ansiosos e prontos para conquistar o mundo!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E dezembro chegou!

Finalmente, o último mês do ano chegou! E com ele, chegam também as festas, os presentes, as comemorações, as despedidas, enfim, tudo aquilo que você viu o ano passado, será revisto este ano também!

Porém, apesar das festas mais do que previstas e, às vezes, cansativas (e chatas também!), o melhor do final de ano é as férias! Ah férias queridas! Como as adoro! Ah férias! O que seria de mim sem as férias!

(Provavelmente seria uma salsicha! rsrsrsrsr)

domingo, 30 de novembro de 2008

Era...

... um silêncio estarrecedor! Um silêncio ensurdecedor! E profundamente pesado e melancólico! Às vezes ele era quebrado pelo ruído metálico das espátulas que batiam contra as pás. Pás estas que trabalhavam vagarosamente, mas não cessavam. Não paravam.

Os minutos tornam-se horas. As horas, dias. Os dias, meses. Os meses... O silêncio se faz presente ainda. Tão ensurdecedor do que antes! Tão pesado... tão triste!

Dia 18 de novembro, perdi a minha avó paterna. Mais do que a perda física, perdi a minha referência narrativa. Quando criança, lembro-me que ela me contava pequenas histórias de um ratinho que fazia mil peripécias para conseguir um pedaço de queijo e, claro, sem ser apanhado pelo gato.

Hoje, a única coisa que me lembro é do silêncio! Do dolorido e melancólico silêncio, que revela um imenso vazio, antes ocupado por ela! Mais uma vez, o estralar metálico ressurge e anuncia que seu trabalho terminou! O silêncio... este também ressurge. Silenciosamente. Sorrateiramente. Porque no final, a única coisa que fica é o silêncio, a saudade e a história!
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Era uma vez, um ratinho...
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Literatura no Banco

Literatura é importante e tem grande valor! Tanto que ela foi para o Banco, mais exatamente, para O Banco do Brasil!
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Dia 25 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil, localizado na Rua Álvares Penteado, 112, Centro Financeiro de São Paulo, realizará o último debate da série Psicanálise & Literatura. A partir das 19h30 e com entrada franca. Leia a seguir o resumo do evento, que tem participação do escritor LUIZ RUFFATO. Recomendo o investimento e, claro, a ida!
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De que maneira os grandes escritores do século XX, em especial o irlandês James Joyce, em suas obras-primas “Ulisses” e “Finnegans Wake”, utilizaram a psicanálise para criar novas formas de narração? Para debater este tema, o CCBB recebe no sexto e último debate da série Psicanálise & Literatura a psicanalista e escritora Betty Milan e o também escritor Luiz Ruffato. O programa tem por objetivo discutir alguns dos mais importantes conteúdos da teoria psicanalítica, a partir de grandes obras da literatura universal. A mediação do encontro é do jornalista e escritor Daniel Piza.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A praga do vírus!

Já se passaram aproximadamente uma semana desde que o meu microcomputador (micro no sentido real da palavra!) está parado! Explicando melhor, ele encontra-se hospitalizado, aguardando alta médica. E qual seria o motivo da internação?

UM VÍRUS!
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Detalhe importante: não sei que vírus que é! Porém, sei que ele é CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAATO!

Até lá, vamos seguindo a vida, pois ela não para mesmo diante de um vírus!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dia Nacional Do Livro: Momento Curiosidade!

Numa das minhas inúmeras pesquisas a respeito do Dia Nacional do Livro, descobri uma curiosidade curiosa!

O dia 29 de outubro foi escolhido como o Dia Nacional do Livro porque "nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional."

E você sabe qual foi o primeiro livro editado no Brasil?

Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga


fonte: Instituto Pró-Livro

Listando livros!

Dom Casmurro, Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
A Hora da Estrela, Clarice Lispector
A cidade sitiada, Clarice Lispector
Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispetor
Laços de família, Clarice Lispector
Água Viva, Clarice Lispector
O grande mentecapto, Fernando Sabino
Macunaíma, Mário de Andrade
Memórias sentimentais de João Miramar, Oswald de Andrade
Eles eram muitos cavalos, Luiz Ruffato
(os sobreviventes), Luiz Ruffato
Histórias de Remorsos e Rancores, Luiz Ruffato
Hotel Hell, Joca Reiners Terron
Curva do Rio Sujo, Joca Reiners Terron
El túnel, Ernesto Sabato
Aura, Carlos Fuentes
Vidas Secas, Graciliano Ramos
São Bernardo, Graciliano Ramos
Iracema, José de Alencar
Macário, Álvares de Azevedo
Noite na Taverna, Álvares de Azevedo
O guardador de rebanhos e outros poemas, Fernando Pessoa
Eurico, o presbítero, Alexandre Herculano
O Senhor dos Anéis (A sociedade do Anel, As duas torres, O retorno do Rei), J.R.R. Tolkien
O triste fim de Policardo Quaresma, Lima Barreto
O mundo de Sofia, Jostein Gaarder
O retrato de Doria Grey, Oscar Wilder
Os sofrimentos do jovem Wether, Geother
Os Lusiadas, Luís de Camões
O primo Basílio, Eça de Queirós
O crime do Padre Amaro, Eça de Queirós
Alves & Companhia, Eça de Queirós
A metamorfose, Franz Kafka
Histórias extraordinarias, Edgar Allan Poe
O Alph, Jorge Luiz Borges
Agosto, Rubem Fonseca
Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva
Blecaute, Marcelo Rubens Paiva
Venha ver o pôr-do-sol, Lygia Fagundes Telles




Não esqueçam de ler também os poetas Manuel Bandeira, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Adéia Prado, Cécilia Meireles, Vinícius de Moraes, e os cronistas Rubens Braga, Luiz Fernando Veríssimo e os contistas, Júlio Córtazar e César Aira.



Boa leitura!

Dia Nacional do Livro

Livros. Livros. Livros.


Poderia falar inúmeras coisas sobre a importância do livro, o quanto se pode descobri a respeito da vida e da morte nos livros. Porém, ao invés de falar sobre eles, prefiro sugerir livros.

De que me adianta dizer que eles são importantes, indispensáveis, necessários etc. etc. etc.. Com certeza, você já sabe isso. Ou já leu sobre isso. Então vamos às sugestões, pois a melhor forma de comemorar este dia, é lendo. Lendo muitos e muitos livros!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Todo mundo canta junto e eu...

...finjo que canto também? Sinceramente, nunca pensei que tanto em fugir de um lugar com naquele dia 04 de outubro de 2008. Dramática? Sim, mas tente acompanhar o meu pensamento e, principalmente, a minha sensação.


Uma semana antes do show, um grupo de meninas, na verdade, uma dupla – Nathalia e Manuela – comenta sobre o Teatro Mágico e sobre o show que eles fariam no Memorial da América Latina. Imediatamente, vem a minha mente o comentário da Ellen: “Eles são ótimos!”. Na mesma hora topo ir também! Afinal, a curiosidade matou o gato, o cachorro...




E lá fomos nós! Nathalia, Manuela, Juliana e eu.




Elas, veteranas de shows do grupo, e eu, uma total leiga no assunto! Tão leiga que durante o show, eu simplesmente tentava acompanhar as músicas e a agitação do público. E diga se de passagem, o público era heterogêneo e multicolorido, pulava, vibrava, sorria encantados ao som do Teatro Mágico.



Do inicio ao fim, o espetáculo foi magia e encantamento! Fernando Anitelli e sua trupe seduziam a todos utilizando elementos oriundos do Circo e do Teatro. Agora, como um grupo que faz tais misturas, que nunca apareceu na TV ou tocou no rádio pode ter um público que sabe e canta todas as músicas?





A resposta é simples: INTERNET. Ao disponibilizar suas músicas na rede sem custo algum, O Teatro Mágico revela um posicionamento cultural e político. Eles não estão apenas divulgam, como também estão discutindo o papel da cultura brasileira numa sociedade que não a valoriza ou a simplesmente a ignora, especialmente se ela não estiver na mídia. Porém, Anitelli e Cia não se limitam a falar de cultura ou de sua pouca divulgação. Em “Cidadão de Papel” isso fica evidente, música que faz parte do Segundo Ato, nome do segundo cd e do show.

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Num jogo de palavras primoroso, a música denúncia a existência (ou seria a não existência?) de milhões de cidadãos que vivem “à margem de toda candura”; que “não habita, se habitua” a viver sem condições sociais e culturais, pois sua existência civil e cultural não passa de “um papelão”. É curioso, que “Cidadão de papel” me remete a uma outra música: “Comida”. Nela, os Titãs cantam que “A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte.” Em outras palavras, de que adianta ter comida se a cultura fica longe de mim?





Mas ao longo do espetáculo, a cultura aproxima-se e ganha força e presença. Teatro, Música, Literatura, Dança, Circo... tudo torna-se uma coisa só. Regida pela magia e poder da palavra. É ela que produz a arte e a cultura, e é ela que cria a poesia. E é com poesia, rima e magia que O Teatro Mágico seduz, emociona e conquista o público, sem media ou mídia.




Passado o show, o deslocamento desaparece! Fica apena o deslumbramento e uma pontinha de tristeza! Porém, ela também logo passa, ao som do Segundo Ato, comprado na saida. Então surge uma certeza: a poesia prevalece, pois ela é ETERNA!



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Em homenagem a minha querida amiga, Ellen!

Show no escuro

Você já se sentiu um peixe fora d’água? Ou quem sabe, um estranho no ninho? Ou já caiu de para quedas? Ou foi a um encontro as escuras? Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas questões, entre para o mais novo grupo: Fui a um show no escuro! Literalmente!


E me senti não só um peixe fora d’água, como também um estranho no ninho, que caiu de para quedas em pleno encontro as escuras! Exageros a parte, confesso que foi ótimo senti-las. Foi um misto de estranhamento com emoção e deslumbramento! Um paradoxo, sem dúvida, mas definitivamente inesquecível! E é inesquecível a palavra que resume o show d’O Teatro Mágico! E some a isto, o deslocamento que é ir a um show de um grupo desconhecido!



A primeira vez que ouvi falar deles, foi por intermédio de uma amiga, Ellen. Lembro-me que na época, não tão longe assim, ela me passou algumas letras de músicas do Teatro e um comentário: “Eles são ótimos!” Admito que até aquele momento, nunca tinha ouvido ou visto falar deste tal de Teatro Mágico!

E assim permaneci por algum tempo, até que...

Palavra Mágica

Para comemorar a 100ª postagem (na verdade, são 102 postagens para ser mais exato. Mas vai saber se esse número não está errado ou inflacionado!) o Palavra Escrita tem a honra de apresentar o MAIOR espetáculo da Terra.

Senhoras e Senhores, poesia, música e teatro...


O TEATRO MÁGICO






Fonte: O Teatro Mágico - Segundo Ato ou clique na imagem acima.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

29 de setembro de 1908

Há exatos 100 anos, morria no Rio de Janeiro, um dos maiores escritores brasileiros, e quem sabe, do mundo: MACHADO DE ASSIS.

Criador de personagens inesquecíveis, como Capitu, Bentinho, Brás Cubas... o bruxo do Cosme Velho marcou definitivamente a nossa imaginação e continua a faz-lo, mesmo passado 100 anos!

Dono de uma linguagem primorosa, de uma ironia fina e impecável, Machado é sem sombra de duvida um bruxo, que seduz por meio da palavra os leitores mais atentos e treinados. Porque ler Machado é entrar num universo literário de puro deleite. E mesmo que você entre muito rapidamente, e impossível sair do mesmo modo que se entrou.


Agora se você nunca leu Machado de Assis... só tenho uma coisa a te dizer:



DESLIGA ESTE COMPUTADOR E VAI LER MACHADO!!!!!!!!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ATENÇÃO

Este maravilhoso blog entra em período de hibernação por tempo indeterminado! Até lá, aproveitem o SILÊNCIO DOS LENÇÓIS MARANHENSES!





PS: O paraíso existe sim! E ele fica em São Luís do Maranhão! Mais precisamente, nos Lençóis Maranhenses!!!!

Depois da Bienal...

e das muitas compras feitas, resolvi que está na hora de colocar ordem na casa! Em outras palavras, vamos organizar a bagunça generalizada, antes que o caos impere!
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Só tem um porém, para organizar o desorganizado é preciso prateleira! Muitas prateleiras que ainda não existem fisicamente, mas existirão, em breve! Até lá, olhem mais algumas fotos da Bienal e, claro, os livros que comprei!



Obra

Autora da obra (Ao fundo, um dos desenhos que ela fez! Lindo, não?)

Leitores



E livros! Muitos livros!

sábado, 30 de agosto de 2008

No final da fila tinha....


Emoção!!!! Nunca senti tanta emoção como naquele 24 de agosto! Eu não acreditava no que estava vendo! Mas era real, concreto! Era Maurício de Sousa em pessoa! Ao vivo e a cores!
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Não é de se estranhar que a fila estava enorme! Eram crianças, jovens, adultos, enfim, era uma multidão de leitores anciosos por um autográfo e, claro, uma foto ao lado de Maurício de Sousa! Infelizmente não consegui o tão valioso autográfo e nem uma foto ao lado dele, porém, tirei várias! E notem que as fotos estão tremidas: era a emoção falando mais alto!




PS: Prezado leitor, imaginem que a moça ao lado do Maurício é esta que vos escreve! É só fechar os olhos! :)
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PS2: Além de não conseguir o autográfo, não consegui também comprar o novo gibi da Turma da Mônica: A Turma da Mônica Jovem! Versão adolescente da turminha! Motivo: tinha uma fila ENOOOOOOOOOOOOORME no meio do caminho! Entretanto, tirei uma foto da capa da nova revista! Agora só falta o miolo!
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

No fim da fila

Diz a cultura popular que no final do arco-íris tem um pote de ouro. Agora o que será que tem no final desta fila?

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Amanhã, eu revelo a resposta! E para aumentar a curiosidade, aqui vai mais uma filinha!

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Heróis

Heróis também vão à Bienal! Para salvar os leitores dos preços altos ou das enormes filas?

Apesar da Bienal ser uma feira de livros, os quadrinhos também aparecem e fazem a festa, encantando adultos e crianças! O Hulk, por exemplo, foi mais fotografado que a Gisele Bündchen! Claro que a comparação é inusitada e exagerada, mas temos que admitir que a estatua do Gigante verde fez sucesso! 





Todos queriam tirar uma foto com ele. Até eu aproveitei a deixa e registrei o encontro, para felicidade minha e perdição dos outros!!!! ;)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Era uma casa muito engraçada

Não tinha teto não tinha nada (Vinícius de Moraes)*
Tinha sim! Tinha poesia, muito poesia!
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*Músicas da MPB

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Bilhetes, por favor!!!

Para embargar nesta viagem literária, é preciso antes de tudo de um bilhete!





Na verdade, não é um bilhete, e sim um crachá! Mas alguém aqui está preocupado com isso?



Como imaginava: ninguém!

Todos os caminhos...

levam à Bienal. Claro que preferiria ir para Roma, mas os livros podem me levar, muito mais rápido que ônibus, trem e metrô! É só abri suas páginas! E viajar!
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As postagens a seguir, apesar de atrasadas, são uma pequena mostra do que vi e do que comprei na Bienal! Então, boa leitura!

sábado, 23 de agosto de 2008

20ª Bienal Internacional do Livro

Para quem não sabe, desde o dia 14 de agosto, acontece em São Paulo, a 20ª Bienal Internacional do Livro. E uma vez que este blog fala CONSTANTEMENTE de Literatura e de Livros, é obvio que esta que vos escreve vai à Bienal! E compre livros e mostre que o paraíso dos livros realmente existe!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Olhe o passado que entenderá o presente e quem sabe o futuro.

Aproximadamente 4 semanas, mais precisamente, no dia 31 de julho deste ano, postei um texto intitulado “Reflexões de meio de ano”, que falava das minhas desmotivações recentes, e o quanto estava frustrada e decepcionada com a vida profissional e pessoal. Lembro-me também de ter escrito que relatar tais sentimentos era a forma que encontrei de “exorcizar os demônios, a de extravasar dores e magoas, porque ao transferi-las para o papel, mesmo que virtual; expurgo corpo e, principalmente, a alma. Seria como um grito estridente e sonoro que em função das convenções sociais, encontra-se preso na garganta!”

E concluo o poste com uma pergunta: “e o grito, ainda se encontra preso?”

A única resposta que tenho em mente e que digito agora é: NÃO SEI.

Ao reler esse texto, descobri que... não estou bem! E pior, que não sei como lidar com isso. Por mais que tente não pensar, o cérebro não colabora, o corpo não ajuda e a alma... esta está se esvaindo lentamente. A força... vaza pelos poros. Não a como detê-la. Dia a pós dia, sinto-me... pequena, não fisicamente, porém, é provável que tenha diminuído alguns centímetros... milímetros...

Dramático, não? Sim! Sem sombra de dúvida! E confesso que agora estou rindo. Rindo muito de tudo isso. Dizem que rir de si mesmo significa que você não se leva a sério. É possível. Tudo na vida é possível, até rir da própria desgraça? Sejamos mais leves. Troquem “desgraça” por “drama”, é mais sutil e, principalmente, teatral.

Será a vida um teatro, em que atuamos 24 horas por dia e só nos tornamos nós mesmos quando dormimos? Difícil dizer. Para Dom Casmurro, personagem de Machado de Assis, a vida é um teatro; na verdade, ela é uma ópera, em que o bem e o mal lutam. Dicotômico, não? Mas será que ele não tem razão?

Infelizmente não tenho resposta para essa e todas as outras perguntas que constantemente faço. Na verdade, não há resposta fácil para nenhuma pergunta difícil. Só existe a reflexão e a maturação que tais questões provocam. Entretanto, há a possibilidade de olhar o passado, na esperança de que com ele aprendamos algo que nos possa ser útil.

Foi pensando nisso, que reli o texto de 4 semanas atrás; esperando encontrar a resposta certa para a minha única pergunta: o que me espera no futuro? Ainda não sei a resposta ou se há resposta para tal questão. Sei apenas que ficar no passado não resolverá nada. Pelo contrário, isso só causará mais transtornos, como uma reforma na casa com os moradores morando dentro. Mas isso não quer dizer que devemos esquecer o passado. Sem ele não existe futuro nem presente, pois para se chegar ao amanhã, precisa-se antes passar pelo presente.

Além disso, isso não significa também que a vida seja uma linha reta. A vida é um ir e vir constante, e cabe a nós seguirmos sempre. Às vezes, voltaremos para o inicio, outras vezes iremos para o final e às vezes ficaremos parados. Lembro-me agora de um poema que tem tudo a ver com o que disse ao logo deste texto. E já que o blog foca Literatura, finalizemos com ela.



No meio do caminho”, Carlos Drummond de Andrade*

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.



*Memória Viva

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cadê a idéia que estava aqui?

O gato comeu!

Cadê o gato?

.......................................................................

Cadê o gato????

Não sei! Mas quando descobri, você será o primeiro a saber!




Nada como uma piadinha muita da sem graça para animar o fim do dia!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Contagem

Não estranhe! Este blog não irá falar de números. Só de alguns! De alguns milhares e milhares de números perdidos por ai!

Apesar da falta de palavras e de assunto, constatei algo curioso. Desde sua estréia até agora, o blog Palavra Escrita já publicou exatos 88 texto, e este é o número 89.

89 textos postados ao longo de dois anos... realmente, é pouco. Porém, não é todo dia que se descobre que faltam 11 textos para chegar ao 100!

Espero que chegue logo! Porque para os 200, só vão faltar outros 100.

Quando faltam palavras....

e inspiração?

Não. Faltam tudo! Palavras, inspiração e o mais importante, o que dizer. Por mais inocente que seja o texto, ele sempre comunica algo a alguém. No caso em questão, atualização do blog Palavra Escrita, não há nada para se comunicado, informado, avisado, anunciado, falado.

Sendo assim, este espaço virtual noticia que falta assunto para se discutir. Mas ele agradecerá se alguém, de repente, mandar algum pauta, sugestão, ideia, palpite, chute...

Não importa o que seja, (desde que não seja impróprio para o horário e público), o importante é participar!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Redescobrindo antigos sonhos

De repente, não mais que de repente, antigos sonhos reaparecem, como num passe de mágica. Pode aparecer uma grande bobagem, mas a ideia de escrever uma história ressurgiu.

Devia ter uns 11, 12 anos, não me lembro direito, quando (isso eu me lembro) comprei um caderno espiral para escrever um livro, um livro de aventura espacial. Antes disto, recordo que tinha um caderno de brochura, onde escrevi alguns contos e poesias. Se não me engano, escrevi uns 3 ou 4 contos, e varias poesias com temas variados. Porém, por algum motivo que desconheço apaguei esses textos. Sim! Eu os APAGUEI! Usei uma borracha e apaguei todos, sem arrependimento nenhum. Mas será que não me arrependi mesmo?

Analisando friamente a situação, admito: me arrependo sim! Gostaria de reler esses textos, de rever a minha escrita, minhas ideias de mundo, enfim, de reencontrar a autora que fui, ou que tentava ser. Quanto ao romance, este nunca ganhou o papel! Devo ter escrito algumas linhas, mas não passou de um sonho que morreu antes de se tornar realidade.

Entretanto, passado quase 20 anos, a escritora reaparece mais determinada e apaixonada do que nunca pela escrita e por histórias. E como mais feliz do que nunca!

Durante a faculdade, numa das minhas pesquisas pela internet, descubro um site cuja autora escrevia história com as personagens da Marvel Comics. Essas narrativas, chamadas de fanfictions, focavam especialmente os X-men. Inicialmente achei bobas essas histórias, mas à medida que ia lendo me tornei fã não só dos textos como da autora, Eneida. Tempos depois, agora já formada, encontro no maior site de relacionamento, Orkut, com várias comunidades que têm um objetivo simples: escrever fanfictions com os heróis dos quadrinhos, dos filmes, dos seriados da TV, etc. até banda de rock pode servir de inspiração para essas narrativas escritas por fã (daí o nome).

Entretanto, nunca me atrevi a escrever algo do gênero, porque me faltava coragem e, principalmente, inspiração. Além disso, a narração nunca foi o meu gênero textual preferido, na hora da escrita, contudo, isso mudou. Desde ontem, está no ar no Orkut uma fanfic de minha autoria. Ela surgiu a partir de uma fanfic escrita pela Eneida, protagonizada pelos heróis mutantes. Assim com no texto da Eneida, os personagens são os mesmos, mas o olhar é outro. Não há lutas, batalhas ou viagens intergalácticas como nos quadrinhos dos X-men. Há apenas uma boa história, como penso que toda história deve ter.

Até agora quem a leu diz que está boa, legal, ótima, etc. etc. etc. confesso que estou animada com os comentários e com a recepção dos leitores. É como se o antigo sonho, ressurgisse remodelado e ganhasse concretude, existência plena. De repente, o desejo de ser escritora tornou-se real. Claro que estou longe do mercado, da critica especializada, das entrevistas e do retorno financeiro, mas sinceramente, isso é ó que menos importa. O importante agora é escrever e encantar, porque o resto... apaga-se com borracha.




Para quem tem Orkut e quiser ler a fanfiction O DESEJO e outras fanfics, clique aqui e aqui.E para ler as da Eneida, entre aqui.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Reflexões de meio de ano

Uma das coisas que descobri ao longo desde anos de vida, é que a melhor forma de aliviar as tristezas da alma é escrever. Porém, surge um problema, como começar! O leitor mais atento dirá para começar pelo começo! Então, seguindo a sugestão, comecemos pelo principio!

Sinceramente, este não deve ser meu ano! Ou melhor, 2008 não está sendo um bom ano profissional e, provavelmente, pessoal. Na verdade, ambos estão complicados, enrolados, difíceis... Poderia elencar uma lista enorme de adjetivos para desqualificar a minha existência, mas fiquemos por aqui mesmo e vamos diretamente ao ponto. Por que a minha vida está complicada, enrolada e difícil?

Em duas palavras: frustração e decepção! De repente, de uma hora para outra tudo que sempre fiz e acreditei passou a não valer mais! Perdeu o significado, a importância, a cor e o brilho! Parece que tudo, neste exato momento, tornou-se cinza, preto, frio e fosco. A chama que existia anteriormente se extinguiu como mágica, e não vejo, pelo menos a curto prazo, a possibilidade de ela renascer tal como a Fênix!

Mas que fato motivou isso? Ou seriam fatos?

Ao contrário da anterior, a resposta para esta pergunta é mais difícil, pois envolve inúmeros eventos tanto pessoais como profissionais. Primeiramente, a questão pessoal relaciona-se com algo que tenho notado algum tempo: a sinceridade, ou melhor, a falta dela. Por motivos que não sei identificar, as pessoas preferem dar voltas e voltas a dizer o que realmente sentem. Seria medo? Vergonha? Ou a simples tentativa de ser o que não é? Será que dizer o que se sente realmente é tão horrível assim?

Penso que a sociedade moderna, com a idéia de politicamente correto aprisionou a sinceridade das pessoas. Como se dizer a verdade fosse um crime ou algo parecido. Isso não quer dizer que temos que falar tudo na “lata”, mas há inúmeras formas de expressar o que se pensa sem ofender ou magoar o outro. Além do mais, às vezes é melhor magoar com a verdade do que alegrar com a mentira. Por mais dolorido que seja a sinceridade, ela é o caminho mais seguro para se percorrer e, principalmente, viver.

Em relação ao profissional, além da falta de sinceridade, falta-se organização, profissionalismo, investimento, ética e compromisso! Num espaço muito curto, o percurso que aparentemente norteava o meu trabalho, de um minuto para outro, não existe mais. Na realidade, antes, nunca houve um percurso, porém, agora, o trajeto escolhido apresenta falhas, e pior, ninguém se importa. Como posso seguir algo que apresenta deficiências, sendo que há problemas muito maiores do que unificar um conteúdo? Como acreditar que a mudança é possível, se quem a realizou não me passa credibilidade? Como posso ensinar que a diferença é uma realidade, que ninguém é igual a ninguém, se sou obrigada a seguir e a fazer de um único modo, independente do lugar em que esteja?

Provavelmente, o leitor ficará perdido, pois faltam detalhes e referências, mas os motivos foram dados, mesmo que de forma imprecisa. A intenção, na verdade, desta postagem é a de exorcizar os demônios, a de extravasar dores e magoas, porque ao transferi-las para o papel, mesmo que virtual; expurgo corpo e, principalmente, a alma. Seria como um grito estridente e sonoro que em função das convenções sociais, encontra-se preso na garganta!

Entretanto, ao finalizar o texto, pode surgir a dúvida: e o grito, ainda se encontra preso?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Feliz Aniversário!

Hoje é um dia mais que especial! O blog Palavra Escrita completa dois anos de vida! Pode não parecer muito, mas o que começou de forma tímida, aos poucos vai ganhando consistência e personalidade.

Claro que o blog não é nenhum sucesso de audiência, mas tem o seu público. E isso me deixa bastante feliz, pois esperava que ninguém aparecesse, ou melhor, que ninguém lesse o que escrevo!

Por mais simplório que seja o texto, o maior desejo de um autor é ser lido. Não importa se o que ele escreve é bom ou não, o escritor quer ser lido, comentado, criticado, amado, ou quem sabe, odiado também! A idéia é simples: LEIA O MEU TEXTO.

O próprio Antonio Candido já comentou sobre isso, no texto que abre A formação da Literatura Brasileira. Neste texto, o critico comenta que a partir do Romantismo Brasileiro, surge uma relação extremamente importante para a Literatura do século XIX.


AUTOR X LIVRO X LEITOR
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Sem isso, não há livros, nem consumo de livros e muito menos Literatura. Em outras palavras, sem leitor não há livros, que só ganham existência com a figura do autor. Logo, por mais inocente que seja o texto, todo autor quer ser lido, mesmo que o leitor o massacre ou o elogie. O importante é que o leiam!

Portanto, nestes dois anos de blog, eu só tenho agradecer aos leitores, que mesmo timidamente, fazem esse espaço de palavras crescer, crescer e crescer!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Explicações explicativas

Passado um mês e um dia desde a última postagem, retorno vagarosamente a rotina de escrever para ninguém ler!

Apesar o do tom melancólico, volto a uma paixão que me acompanha há muito tempo, ou pelo menos me acompanhou durante o inicio da adolescência: escrever uma história. Não sei dizer se o texto publicado ao longo de maio e de junho é um conto ou uma fábula, mas é uma história, boba, diriam alguns; mas ainda sim, é uma história!

Dividida em três partes, a narrativa sobre um blog que sai em busca da história perfeita surgiu inocentemente, contudo, à medida que ganhava forma, a inocência deu lugar ao exercício criativo de escrita e de imaginação. Tanto que comecei a narrativa usando a expressão mais clássica e popular que se conhece: “Era uma vez...”. Apesar do lugar comum, tal início nos remete não só as narrativas orais, como também aos famosos contos de fadas, repleto de príncipes, princesas e, claro, bruxas!

Porém, este conto não tem nada a ver com os contos de fadas. Ao contrário, este texto é um simples, como disse anteriormente, exercício de escrita. Mas se a Saga do Blog puder encantar, emocionar e divertir seus possíveis leitores, seu objetivo terá sido alcançado!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Recesso antes do recesso

Antecipadamente, estamos em recesso.
Tempo de duração: indeterminado!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mais uma pausa na programação!

Informativo da Palavra
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Atenção! Dia 1 de junho chegou e com ele mais uma informação sobre o grupo que trabalha com arte.
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Segundo fontes altamente confiavéis, eles não querem conquistar o Mundo. Menos mau, pois o mundo do jeito que vai, logo logo nem marciano vai querê-lo, né? Mas voltemos ao assunto principal!
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O grupo, de acordo com nossas fontes, gosta de fazer arte arte. E não arte bagunça! (Ótimo, detesto bagunça!) E essa arte é quadrada! (quadrada?) Infelizmente, quando iamos verificar mais a fundo tal informação, nossa fonte secou!
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Só nos resta ficar imaginando o que é arte quadrada! Será que arte quadrada é arte antiga ou é uma arte feita num quadrado?

Voltamos a programação normal, até ela ser cortada de novo!

... o trem começa a explodir!

Desesperadas, as pessoas correm para todos os lados! Desordenadas! Aflitas! Era o retrato do caos!

Petrificados, mudos e, principalmente, assustados, blog e fotolog não sabiam o que fazer! Seus pensamentos eram caos, fogo e metais retorcidos. Estáticos, como estatuas, aguardavam silenciosamente a morte alcançá-los!

Estavam envoltos em pensamentos estéreis, quando uma mulher os empurra bruscamente, trazendo-os de volta aquela realidade aterradora repleta de gritos e explosões! Ambos se olham procurando no outro a solução para tudo aquilo, quando novamente são empurrados por pessoas que correm desesperadamente em busca de abrigo!

Temos que sair daqui AGORA!”, diz fotolog mais nervoso de que nunca! “Temos se nos salvar! Vamos seu blog configuração antiga e utrapassada!!!!”, puxando-o pelo braço. Blog com um ar de admiração e ao mesmo tempo de medo, olha para o fotolog e fala tranquilamente “Como eu não pensei nisso antes. Aqui está o meu texto. Este é o meu texto: a luta pela vida diante da morte! Este é o meu... é o meu texto!

Você ficou louco! Isto não é um texto! É a morte chegando e ela não gosta de textos! Ela gosta de levar gente para cova!”, fala fotolog assustado com as palavras do blog. Mas isso não o comove, e com um brilho intenso em seus olhos, blog responde-lhe.

Aqui está a nossa chance de sermos reconhecidos! Temos que registrar este acidente, mostrar as explosões, o desespero das pessoas diante da morte! Não podemos simplesmente fingir que não estamos vendo nada ou que isso não é nada! É um acontecimento tão importante quando os terremotos na China ou os protestos pró-Tibete! Venha! Vamos tirar algumas fotos daqueles vagões explodindo! E conquistar o mundo!

Mais nervoso do que antes, fotolog não acredita no que acaba de ouvir e sem pensar duas vezes, dá um belo soco de esquerda no blog, que o trás a si. “Você está LOUCO!” diz fotolog. “Só um blog lelé da cuca pode dizer uma bobagem desta! Claro que isso pode render um belo texto jornalístico, mas não vai ser possível escrever um agora, a não ser que você queira escrevê-lo do inferno!

Envergonhado pelo que disse, blog segue o fotolog até uma colina, onde os passageiros do trem esperavam por auxilio. Cabisbaixo e triste, fotolog aproxima-se do colega e pergunta-lhe se estava tudo bem. Ainda envergonhado, blog balança a cabeça positivamente. Ao longe, via-se uma grande fumaça negra saído do trem. Todos se perguntavam o que teria provocado o acidente e a explosão, e se havia mortos ou feridos. Conforme o tempo passava, as explosões diminuíam, permitindo que os bombeiros se aproximassem para ver os estragos e verificar se existiam mortos ou não.

Eram por volta da meia noite, quando blog e fotolog foram levados para cidade próxima. Lá, na central de atendimento, ambos observavam o vai e vem dos atendentes e dos médicos que socorriam os feridos. Sentados num banco aguardavam para serem liberados, mas ao mesmo tempo, aguardavam também uma oportunidade para conversarem e esclarecerem o que tinha ocorrido. De repente, o fotolog tira de sua bolsa um bloco de notas e uma caneta, e entrega ao blog. Surpreso com a atitude do colega, blog aceita o presente inusitado e pergunta-lhe por quê. “Escreva o que você viu! O que você sentiu! Não se esqueça de falar das explosões, das pessoas que corriam, mas não faça isso com olhar de jornalista. Use o seu coração. Tenho certeza que você escreverá um ótimo texto.

Sem se despedir, fotolog desaparece no meio da multidão. Blog permanece ali, tentando entender o que faria dali em diante.




Dias depois, de volta a sua cidade, os amigos de blog perguntavam-lhe como tinha sido o acidente, as explosões. “Mas quem era o homem que gritou?” “Morreu alguém?” “Você não teve medo?” até que alguém lhe disse “Blog, por que você não escreve um texto sobre isso? Tenho certeza que você escreverá um ótimo texto como você sempre quis! Afinal, não foi por isso que você foi viajar? Então aproveita!”

Naquele instante, blog lembrou-se do fotolog e do seu objetivo quando foi viajar: encontrar um texto que quisesse ser postado em suas páginas. E apesar de não ter encontrado o texto que desejava, ele encontrou o motivo ideal para começar a escrever o texto que sonhava tanto postar!

Fim

terça-feira, 27 de maio de 2008

Pausa na Programação

Informativo da Palavra

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Recebemos novas informações sobre o grupo que chega dia 1 de junho! Segundo tais informações, esse grupo é pacífico e trabalha com arte! Porém, não soubemos determinar que tipo de arte é esta! Se é arte arte ou arte bagunça. (Esperamos que seja arte arte!)
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ATENÇÃO!!!!
O grupo acaba de nos enviar um bilhete (?!).
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Dia 1 de junho está chegando! Não se esqueça!!!! :)
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Agora a pergunta que não quer calar! O que é que está chegando????

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Voltamos a programação normal

... bastante assuntado e gritando para que todos se saíssem do trem! “Salvassem!” “Vamos morreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer!!!” E saiu desesperado e gritando socorro! O blog, ainda atordoado com o que ouviu, agarrou sua mala e pós a correr para a porta. Porém, ele não foi o único a ter essa idéia: todos os passageiros fizeram o mesmo, criando um tumulto enorme!

Em meio a toda aquela confusão, o blog é emburrado e cai em cima de um fotolog, que apavorado, começa a agredi-lo pensando ser um assalto ou algo do gênero! “Sai ladrão! Bandido! Horroroso!” “Saaaaaaaaaai!

Calma! Ai! Eu não sou ban... não sou bandido! Ai! Eu fui emburrad... ai!”, diz blog tentando se defender do fotolog. “Mentira! Você quer me roubar! Fora ladrão!”, fala o fotolog que continua batendo, até que o blog grita: “PARAAAAAAAAAAAAAAA!!! Eu já disse: eu não sou LADRÃO! Mas posso abrir uma exceção pra você!" fazendo o fotolog parar na mesma hora.

Envergonhado, fotolog pede desculpas e explica que o barulho, o maquinista gritando o deixou assustado a ponto de pensar que poderia ser roubado. “Roubado num trem que acaba de explodir? Acho que você anda vendo muito filme de assalto a trem!”, responde blog com cara de poucos amigos.

Já de pé, fotolog arregala os olhos não acreditando no que ouve e responde transtornado e, claro, doido da vida: “E eu sou fotolog que fica vendo TV! Eu sou um fotolog importante e ocupadíssimo! Estava indo para uma reserva natural registra os últimos avanços na preservação dos micos-leão dourados e de lá, eu iria para a Europa, fotografar os protestos Pró-Tibete, e depois, iria para a China, documentar os estragos feito pelo recente terremoto e depois...”

Chega! Já entendi! Você é um fotolog jornalístico que fica fotografando tudo o que vê...”. À medida que falava, o blog percebe que ali estava o texto que tanto procurava para postar em suas páginas: as imagens que o fotolog guardava em suas páginas.

Notando a busca mudança de humor no blog, o fotolog fica assustado e pergunta-lhe se estava tudo bem, imaginando que os seus murros provavelmente o tinham afetado gravemente. Com um sorriso nos lábios, o blog responde que estava tudo bem, e pede-lhe desculpas pela grosseria dita. Ainda desconfiado, o fotolog agradece, quando de repente ...

Pausa na programação

Informativo da Palavra
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Eles estão chegando!
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Quem são eles? O que fazem? O que querem? Ainda não temos maiores informações, a não ser que eles chegão dia 1 de junho!
Maiores informações, a qualquer momento, aqui neste mesmo blog-canal!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Era uma vez....

...num reino virtual distante, um blog triste e infeliz! Vaga horas e horas buscando um texto que pudesse ser postado em suas páginas virtuais. Mas ninguém queria ser postado num blog tão desconhecido como ele.

A cada não que ouvia ou lia, o blog ficava triste. Porém, logo se animava e recomeçava a sua busca. E não durava muito sua alegria, novamente recebia um sonoro "NÃAAAAAAAAAAAAO" e tudo voltava a ser tristeza e infelicidade!

Cansado de buscar textos e de ler não, o blog resolveu partir. Arrumou as suas coisas e foi viajar! Decidido e determinado, iria encontrar um texto que aceitaria ser postado em suas páginas! Os amigos diziam que era loucura, que se ali ninguém queria ser postado, imagina no estrangeiro. Mas o blog não queria saber, estava certo que longe dali acharia o texto certo para ser postado em suas páginas! E lá foi o blog, com mala e cuia na mão!
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Durante a viagem, ele imaginava o que encontraria pela frente, que tipos de textos cruzariam seu caminho e se aceitariam sua proposta. De repente ouviu uma explosão!!! Bummmmmmmmm "O que foi isso???", diz o blog assustado e temendo a resposta! Nisto, aparece um homem...
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Agora uma palavrinha dos nossos patrocinadores!!!!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Dia do Trabalhador ou Dia do Descanço do Trabalhador?

Como todos sabem, dia 1º de maio é Dia do Trabalhador! Sendo assim, neste dia 1º o blog Palavra Escrita não terá expediente! Afinal, todos nós somos trabalhadores, não?

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Devagaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!

Confesso! Sou uma pessoa muito da preguiçosa!

Abril está se fechando e eu não escrivi nada! Não atualizei nada! Não fiz nada! Assim este blog vai loooooooooooooooooooooooonge! Mas isso vai mudar! Quando?

Por favor, não façam perguntas difíceis!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

!Poesía, poesía y más poesía!

"El guardián de los libros", Jorge Luis Borges*

Ahí están los jardines, los templos y la justificación de los templos,
La recta música y las rectas palabras,
Los sesenta y cuatro hexagramas,
Los ritos que son la única sabiduría
Que otorga el Firmamento a los hombres,
El decoro de aquel emperador
Cuya serenidad fue reflejada por el mundo, su espejo,
De suerte que los campos daban sus frutos
Y los torrentes respetaban sus márgenes,
El unicornio herido que regresa para marcar el fin,
Las secretas leyes eternas,
El concierto del orbe;
Esas cosas o su memoria están en los libros
Que custodio en la torre.
Los tártaros vinieron del Norte
En crinados potros pequeños;
Aniquilaron los ejércitos
Que el Hijo del Cielo mandó para castigar su impiedad,
Erigieron pirámides de fuego y cortaron gargantas,
Mataron al perverso y al justo,
Mataron al esclavo encadenado que vigila la puerta,
Usaron y olvidaron a las mujeres
Y siguieron al Sur,
Inocentes como animales de presa,
Crueles como cuchillos.
En el alba dudosa
El padre de mi padre salvó los libros.
Aquí están en la torre donde yazgo,
Recordando los días que fueron de otros,
Los ajenos y antiguos.
En mis ojos no hay días. Los anaqueles
Están muy altos y no los alcanzan mis años.
Leguas de polvo y sueño cercan la torre.
¿A qué engañarme?
La verdad es que nunca he sabido leer,
Pero me consuelo pensando
Que lo imaginado y lo pasado ya son lo mismo
Para un hombre que ha sido
Y que contempla lo que fue la ciudad
Y ahora vuelve a ser el desierto.
¿Qué me impide soñar que alguna vez
Descifré la sabiduría
Y dibujé con aplicada mano los símbolos?
Mi nombre es Hsiang. Soy el que custodia los libros,
Que acaso son los últimos,
Porque nada sabemos del Imperio
Y del Hijo del Cielo.
Ahí están en los altos anaqueles,
Cercanos y lejanos a un tiempo,
Secretos y visibles como los astros.
Ahí están los jardines, los templos.





O Guardião dos Livros”**

Ai estão os jardins, os templos e a justificação dos templos,
A exata música e as exatas palavras,
Os sessenta e quatro hexagramas,
Os ritos que são a única sabedoria
Que outorga o Firmamento aos homens,
O decoro daquele imperador
Cuja serenidade foi refletida pelo mundo, seu espelho,
De sorte que os campos davam seus frutos
E as torrentes respeitavam suas margens,
O unicórnio ferido que regressa para marcar o fim,
As secretas leis eternas,
O concerto do orbe;
Essas coisas ou sua memória estão nos livros
Que custodio na torre.

Os tártaros vieram do Norte
em crinados potros pequenos;
Aniquilaram os exércitos
Que o Filho do Céu mandou para castigar sua impiedade,
Ergueram pirâmides de fogo e cortaram gargantas,
Mataram o perverso e o justo,
Mataram o escravo acorrentado que vigia a porta,
Usaram e esqueceram as mulheres
E seguiram para o Sul,
Inocentes como animais de presa,
Cruéis como facas.
Na aurora dúbia
O pai de meu pai salvou os livros.
Aqui estão na torre onde jazo,
Recordando os dias que foram de outros,
Os alheios e antigos.

Em meus olhos não há dias. As prateleiras
Estão muito altas e não as alcançam meus anos.
Léguas de pó e sonho cercam a torre.
Por que enganar-me?
A verdade é que nunca soube ler,
Mas me consolo pensando
Que o imaginado e o passado já são o mesmo
Para um homem que foi
E que contempla o que foi a cidade
E agora volta a se;. o deserto.
Que me impede sonhar que alguma vez
Decifrei a sabedoria
E desenhei com aplicada mão os símbolos?
Meu nome é Hsiang. Sou o que custodia os livros,
Que talvez sejam os últimos,
Porque nada sabemos do Império
E do Filho do Céu.
Aí estão nas altas estantes,
A um tempo próximos e distantes;
Secretos e visíveis como os astros.
Aí estão os jardins, os templos.

in Elogio da Sombra, Tradução Carlos Nejar e Alfredo Jacques





fontes: SoloLiteratura*, Kplus**