terça-feira, 22 de setembro de 2009

Primavera!!!!

Segundo o calendário, hoje começa a Primavera. Porém, o tempo está mais para chuva do que para flores!

Mas ainda sim, comemoremos este dia! Com flores! Flores que lembrem e, quem sabe, atraiam o astro mais desejado no momento: o SOL!






Caro leitor, pensou que era quem? Brad Pitt? Mas pensando bem, até que seria uma boa ideia atraí-lo, não? Com certeza seria uma Primavera maravilhosa!!!!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Minhas Mãos seguram as Suas!

Só agora, 5 horas depois de sua chegada é que consigo escrever. E escrevo repleta de felicidade! Felicidade esta que, ao contrário de outras ocasiões, interfere como ninguém na escrita deste texto.

Porém, hoje não estou incomodada com isso. A felicidade que sinto é tão poderosa, tão plena, que não ficarei triste se não escrever! Mas ainda sim, quero escrever. Entretanto, devo confessar que me faltam palavras. Na verdade, não sei exatamente o que te dizer. Claro que poderia conta-lhe como é o mundo, em seus mínimos detalhes. Ou relata-lhe os principais fatos que ocorreram hoje, como, a chuva que cai sem parar. Ou até mesmo, dizer-lhe que...

Não seria uma boa ideia. Deixemos para um outro dia, para uma outra ocasião.

Vou lhe escrever uma outra história. Não será uma história. Será um poema. Você gosta de poema? Poema é um texto rimado, primo distante da música. Geralmente, ele é lido em voz alta, mas é possível lê-lo em silêncio.

"Mãos dadas", Carlos Drummond de Andrade*

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.


Assim que o li, percebi o quando esse poema tinha a ver com você. E depois que a vi hoje no hospital, com as suas mãos agitadas tentando segurar o desconhecido, notei que passado e futuro não importam mesmo. O importante, agora, é o presente. Presente que hoje ganhou mais cor, mais vida e felicidade.

Livia, que suas mãos alcancem o presente, o futuro e, principalmente, a felicidade!
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Leio um poema enquanto espero

“O Relógio” Vinícius De Moraes*

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac . . .

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* Jornal da Poesia

Enquanto espero, escuto uma canção

“Nesta Rua”, Cantigas Populares*
Idioma original: Português

Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

E que venha a Primavera!

A Primavera, Sandro Botticelli, 1478
Têmpera s/ madeira, 205 x 315 cm
Galeria degli Uffizi - Florença*

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* Chega cá acima, se conseguires.