sexta-feira, 12 de março de 2010

Glauco e Raoni: heróis nunca morrem!

Hoje, gostaria que a vida não imitasse a arte. Parece ironia! E que ironia mais triste!

Glauco, cartunistas e um dos Los Tres Amigos, junto com Angeli e Laerte, foi brutalmente assassinato durante uma tentativa de assalto a sua casa, em Osasco. Seu filho, Raoni, de 25 anos, também foi morto pelos bandidos.

E curiosamente, a tirinha publicada na Folha de S. Paulo se referia a isto: violência.




Violência que apagou duas vidas.E deixou a família Villas Boas, eu e os muitos fãs tristes. Profundamente tristes! Mais do que isso, nos deixou órfãos de grandes histórias, grandes personagens, grandes risadas!

Ah, como gostaria que a vida fosse como nos quadrinhos, em que os heróis nunca morrem. Pelo contrário, sempre voltam na próxima HQ!





Glauco e Raoni, vão com Deus! E família Villas Boas, Luz! Muita Luz!






Fontes: Tirinha do Glauco: Planeta Gibi Blog

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de Março: Dia Internacional da Mulher

"Com licença poética", Adélia Prado*


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

 
 
 
 
*Releituras

domingo, 7 de março de 2010

Palavra Escrita: Prêmio Dardos

Como que é? Outro prêmio? diz o leitor boquiaberto!

Sim, caro leitor! Eu também estou boquiaberta! O Palavra Escrita não ganhou apenas um selo, mas dois selos de qualidades! Sendo que este segundo é o Dardos.




Confesso, mais uma vez, é uma grande surpresa! Mais do que isso, é uma honra inexplicável! Tanto que nem sei o que dizer ou escrever! A não ser,


Muito obrigada!


A todos os leitores e leitoras que colaboram, mesmo em silêncio, com o crescimento deste espaço cujo único desejo é FALAR DE LITERATURA!

Palavra Escrita: Conteúdo Parada Obrigatória selado pelo Prosa em Verso.

Confesso que não sei bem o que falar! É um misto de surpresa e alegria. A ficha ainda não caiu! Ou atualizando o ditado para a era digital:

O site ainda não entrou! ou a conexão ainda não se completou!

Mas hoje o Palavra Escrita recebeu o selo de Conteúdo Parada Obrigatória selado pelo Prosa em Verso. O prêmio foi concedido pelo Prosa em Verso e divulgado no Cyberdevaneio.







Sinceramente não esperava por isso. Porém, sinto-me muitíssimo lisonjeada por receber tamanha honra. É uma felicidade grandiosa ter o seu trabalho reconhecido! Saber que está valendo a pena! E para comemorar esse lindo prêmio (selo acima), criado pela Tatiana Monteiro, recito Fernando Pessoa





Mar português*

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.






Quer saber mais sobre o selo, entre no Cyberdavaneios e conheça os outros Paradas Obrigatórias!

*PESSOA, Fernando. O Guardador de Rebanhos e Outros Poemas. Seleção e Introdução de Massaud Moisés. 6 ed. São Paulo: Cultrix, 2001.