Sábado, 11 de Julho de 2009

Palavra Escrita em Vídeo: Carousel

O vídeo a seguir é sugestão do Marcelo Tas. E como ele mesmo disse, é um vídeo que "intriga"!!!!

Carousel from maxime caron on Vimeo.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Acabou mesmo!

Agora é oficial!



TERMINEI O MEU ENSAIO DE LITERATURA COM DIREITO A TÍTULO FORTE E IMPRESSÃO DE LUXO!



Agora é enviar e esperar o DEZ! (Metida, não?)

Domingo, 5 de Julho de 2009

Acabooooooooooooou!

Finalmente!!!! Concluir o meu texto, que estava em fase de produção, como comentei anteriormente (clique aqui). Modéstia a parte, ficou muito bom a analise do texto “O morto”, de Luiz Ruffato.

Agora só falta um detalhe: o título! Acho que estou mais ou menos perdida!




Para quem quiser ler “O morto”, o texto está no Vista parcial da noite. Recomendo!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Metáfora de dentista! Parte 2

Tratamento dentário: construção e restauração, porém na sua boca!

Metáfora de dentista!

Colocar um pino e cimentá-lo!

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Um poema para alegrar a semana!

“A Banda”, Chico Buarque de Holanda*

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor






*Jornal da Poesia

Domingo, 21 de Junho de 2009

E nasce um texto

Está saindooooooooooooooooooo! Viva! Viva! Viva!

Finalmente, felizmente, francamente, o meu trabalho de conclusão de curso está surgindo! Palavra por palavra. Frase por frase. Uma a uma, o ensaio ganha vida, consistência, forma! Mas confesso que é uma luta dura. Parece que as palavras não querem ir para o papel!

Isso me faz lembrar um poema de Drummond, em que ele diz ter dentro dele um verso que “não quer sair”. Vamos ao texto:

“Poesia”*

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.



Assim com o poeta mineiro, também tenho dentro de mim um verso. Um não. Vários versos, inquietos e vivos, porém, eles não querem sair. E provavelmente gastei mais de uma hora para notar isso. E estou ficando nervosa, pois tenho que escrever!!!!!



Mas farei como Carlos Drummond: vou deixar a poesia inundar a minha vida inteira. Não só a vida, o papel também, como uma Aurora!


"Aurora", Carlos Drummond de Andrade*


O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.
As casas também iam bêbedas.

Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),
que o mundo ia acabar às 7 e 45.
Últimos pensamentos! últimos telegramas!
José, que colocava pronomes,
Helena, que amava os homens,
Sebastião, que se arruinava,
Artur, que não dizia nada,
embarcam para a eternidade.

O poeta está bêbedo, mas
escuta um apelo na aurora:
Vamos todos dançar
entre o bonde e a árvore?

Entre o bonde e a árvore
dançai, meus irmãos!
Embora sem música
dançai, meus irmãos!
Os filhos estão nascendo
com tamanha espontaneidade.
Como é maravilhoso o amor
(o amor e outros produtos).
Dançai, meus irmãos!
A morte virá depois
como um sacramento.

*Memória Viva de Carlos Durmmond de Andrade