domingo, 21 de novembro de 2010

Moda e literatura!

Navegava na internet, quando descobri uma relação no mínimo curiosa: Moda e Literatura. O texto não é meu, pois nunca pensei na ligação, mas adorei o paralelo.

Então vamos ao texto da Juliana, que está no blog Oficina de Estilo. Boa leitura!




publicado por: juliana

Geralmente quando a gente vai buscar referência para roupas procuramos passear na rua e ver o que os outros vestem, assistimos filmes reparando no figurino ou recorremos à fonte mais óbvia: os desfiles, os blogs e as revistas de moda. Acontece que aquele clichê dos estilistas quando a gente pergunta quais as referências deles e respondem que pode ser um quadro, uma paisagem, o que for, acaba sendo muito verdadeiro.

A literatura, por exemplo, tem um monte de referências e de ideais inusitadas que a gente pode adaptar para a moda.

Edgar Allan Poe desenvolveu uma teoria para a construção do conto que a gente super pode pegar emprestada. Ele achava que antes de começar a escrever qualquer coisa, antes de decidir o cenário, o nome do personagem ou mesmo quem seria o narrador, o escritor precisava decidir e ter muito claro qual o efeito que ele queria causar no leitor. Depois que soubesse o efeito que queria causar, aí sim ele escolhia todos os outros elementos em função desse efeito, entende? Na moda a gente vê isso o tempo todo. A pessoa se veste inteira e depois decide “Ah, eu queria parecer phyna”!

A gente acha que se vestir – assim como escrever – não deveria ser uma junção aleatória de vários elementos que a gente achou bonitinhos individualmente. As coisas ficam muito mais coordenadas e interessantes quando cada elemento está ali em função de um objetivo maior, do efeito que a gente quer causar. Tipo um trabalho em equipe pra te deixar bonita, manja? De repente o vestido pode ser incrível, mas se ele se isola do grupo a coisa deixa de funcionar.

Scott Fitzgerald tem um conto super legal chamado “Bernice corta o cabelo” onde a prima popular tenta ensinar a prima tímida a conquistar os meninos da cidade. Sem nenhuma pedagogia, a prima popular solta várias verdades dolorosas, tipo que é “melhor usar um vestido adequado três vezes seguidas do que alterná-lo com duas coisas medonhas” e que “quando uma garota sente que está perfeitamente arrumada e bem vestida, pode se esquecer dessa parte. Isso é charme. Quando mais partes suas você é capaz de esquecer, mais charme você tem”.

Para terminar, o escritor que mais fala de roupas: Oscar Wilde. “A roupa é um produto, uma evolução, um indício importante, talvez o mais importante, dos costumes, dos hábitos e maneiras de viver de cada século”.




Estou voltando, aos poucos, mas sempre!

Aonde ir?

Boa pergunta com uma péssima resposta: não sei a aonde ir.

Até alguns meses, eu sabia o que queria. Porém, de uns tempos para cá, perdi o rumo e com ele, o destino planejado. Antes sabia exatamente o que queria fazer, como ia fazer e que resultado teria. Mas, agora... não sei aonde ir. Não sei também que caminho seguir. E pior que isso, não sei se vale a pena tentar ir.

Apesar das incertezas, sei que tal indecisão está me afetando bastante. Não tenho escrito mais nada, seja no Blog ou fora dele. Passo uma boa parte do meu tempo na Internet, jogando ou lendo fanfictions traduzidas no Google (Será que essas leituras estão afetando meu cérebro, já que estou escrevendo tão mal?). As leituras simplesmente pararam. Faz tempo que não leio nada, a não ser os textos dos alunos.

Será, então, que a paixão por Literatura acabou?

Não sei. Infelizmente não sei dizer. Sei, contudo, que as coisas não estão bem. É difícil ficar nessa encruzilhada e se sentir como se estivesse num beco sem saída. Por mais que eu procure as pistas para encontrar a saída, sinto que estou presa. Amarrada. E não é fisicamente, é mentalmente. Porém, à medida que a mente se fecha, mais o corpo para.

Antes, quando escrevia, eu conseguia me libertar dos problemas, como se o papel sugasse o que sentia. Mas agora nem escrever me salva mais. Entretanto, hoje resolvi escrever numa tentativa, quase desesperada, de voltar ao inicio e tentar recomeçar o plano de... vida.

Espero que dê certo, pois estou cansada de não saber aonde ir.