segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Quando a felicidade é mais que um estado de espírito!

Tem uma música do Lupicínio Rodrigues chamada “Felicidade” que diz assim:

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Felicidade foi se embora

E a saudade no meu peito ainda mora

E é por isso que eu gosto lá de fora

Porque sei que a falsidade não vigora

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A minha casa fica lá detrás do mundo

Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar

O pensamento parece uma coisa à toa

Mas como é que a gente voa quando começa a pensar

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Essa música resume muitíssimo bem meu estado de espírito. Mais do que isso, ela é a síntese de um sentimento que a muito não sentia: felicidade!

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Nas últimas semanas, passei por inúmeras transformações, algumas boas e outras ótimas. Claro que surgiram mudanças nada boas, mas perto das boas e das ótimas, as péssimas torna-se pequenas. Provavelmente o caríssimo leitor irá dizer que toda esta felicidade é fruto da minha pequena pausa. Sim, provavelmente que sim. Porém, ela não é a única e nem foi a principal causa da felicidade. A pequena pausa foi o coroamento de uma mudança a muito pedida, mas sempre adiada.

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Hoje, depois de muito pensar, descansar e relaxar, descobri que felicidade é mais que um estado de espírito, felicidade é atitude. É postura, é ideal a se conquistar todos os dias. Felicidade não é algo para se desfrutar no futuro. Felicidade é experiência que se deve realizar todos os dias, todas às horas, todos os minutos e todos os segundos, pois como já disse Cazuza: “O tempo não para/ Não para não não para”.

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Letras das músicas: Música Popular Brasileira

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Pausa para relaxar!

Como é bom saber que por um breve período de tempo, vou me afastar literalmente da civilização, do barulho, da informação, da tecnologia, enfim, do Moderno! Será um afastamento mais do que necessário. Na verdade, será um momento para descansar.

Nada de movimentos bruscos ou rápidos. A ordem é RELAXAR e REFLESCAR o corpo e a alma. Mais do que isso, é esquecer completamente tudo e todos. Porém, caro leitor, não se preocupe. Essa pequena atitude de esquecimento será como disse, momentânea. Mesmo porque ninguém agüentar relaxar eternamente. (Eu aquentaria!)

Portanto, se você, amigo leitor, entrar aqui e notar que o blog Palavra Escrita está parado, desatualizado, não se assuste. Porque assim como o país só volta a trabalhar em março, vossa blogaderia também só voltará a trabalhar em março! Pensando melhor, a volta será antes, pois nem eu agüento relaxar eternamente!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Quero esquecer tudo!

Belo jeito de começar a escrever! Sinceramente hoje não estou nos meus melhores dias. Não sei se é por causa da dor de cabeça, do sono atrasado ou da ansiedade pela viagem. Porém, sei que estou muito irritada, péssima. O humor está horrível. Nem eu estou me agüentando!

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Nas últimas semanas, passei por inúmeras mudanças. Mudança de cabeça, de corpo, de alma. E essas transformações não aconteceram em seqüência. Ocorreram simultaneamente. Trabalho novo, passatempo novo, amigos novos, paixões novas, conversas novas, projetos novos.

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Nesse exato momento, gostaria de esquecer tudo! Mas tudo, tudo, tudo! Esquecer especialmente as coisas negativas, que estão me incomodando. Esquecer as bobagens que já fiz este ano. Esquecer o quanto sou sonhadora, o quanto sou sensível, o quanto sou insegura, o quanto sou frágil, o quanto sou medrosa, o quanto sou ansiosa, o quanto estou triste comigo mesma!

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Enfim, quero por algumas horas, se for possível, esquecer absolutamente TUDO! E amanhã recomeçar tudo de novo, mas de forma mais livre, mais leve e mais SOLTA.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Em busca do texto Perfeito!

Será que ele existe mesmo, o texto perfeito? Mas o que é perfeição?

De acordo com o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, perfeição é “o conjunto de todas as qualidades; a ausência de quaisquer defeitos. O máximo da excelência que uma coisa pode chegar; correção. O maior grau de bondade ou virtude que pode alguém chegar; pureza. O mais alto grau de beleza a que pode chegar alguém ou algo. Execução sem falhas, perfeita. Precisão. Requinte, apuro, decoração. Maestria, perícia.” (Aurélio, p. 497).

Tomemos, dentre as várias definições apenas esta: ausência de quaisquer defeitos. Precisão. Logo, perfeição, substantivo feminino, significa algo que não apresenta defeitos, ao contrário, ele é preciso, perfeito.

Inicialmente, essa definição nos remete ao Renascimento e aos artistas clássicos, que almejavam uma arte perfeita, bela, pura, precisa. Mas, além disso, nos remete ao ideal consumista contemporâneo, em que ser perfeito, lindo e maravilhoso é pregado e cobrado pela nossa sociedade moderna. Ou seja, ser perfeito é sinônimo de felicidade, sucesso e poder. Porém, não irei neste primeiro texto de 2008 discutir a perfeição segundo a sociedade, e sim, a perfeição textual. Repetindo a questão: existe texto perfeito?

Se pensarmos na forma, isto é, na parte gramatical, sim. Há textos perfeitos, escritos com primor, usando as melhores palavras, frases e orações. Correto no que se refere à coesão. E em relação à idéia, ao sentido que todas as palavras, frase e orações querem passar, existe perfeição? Sim, quando a idéia se apresenta clara, límpida. As metáforas são verdadeiras jóias, criando imagens únicas e raras. Entretanto, vale lembrar que há também os textos imperfeitos, mas comentaremos em outro post.

Provavelmente o caro leitor deve estar se perguntando o motivo dessa discussão tão filosófica. O motivo é simples: a perfeição existe, e está nas pequenas coisas. No caso do texto, ela pode aparecer em qualquer texto. Na realidade, o texto perfeito está no desejo de escrever algo, que ao ser lido será admirado como obra de arte. Não importa se ele será uma narrativa, uma carta argumentativa ou um bilhete para mãe. O importante é escrever, mas sempre com o coração, que por sua vez, deve estar em perfeita sintonia com a mente. Como já disse Fernando Pessoa*, em seu poema “Isto”, que reproduzo a seguir.

“Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!”

Nos últimos meses, desde que abri o blog PALAVRA ESCRITA, percebi como é difícil escrever, mas, apesar das dificuldades, esse espaço virtual me fez descobri o quanto sou apaixonada pela palavra literalmente escrita. Não importa o que escrevo, a paixão pela escrita está sempre presente. Portanto, ao longo de 2008, esta que vós fala, ops, escreve continuará atualizando esse maravilhoso blog, (claro que seguirá com os problemas de tempo versus preguiça da autora!), focando sempre a palavra escrita, seja ela na Literatura, nas HQ’s, nas reflexões sobre a vida e a arte.
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